Diário de Bordo: Uma Nova Europa
Por Revista Heme
10 de agosto de 2026
A Europa continua linda, vibrante e cheia de história. Mas dessa vez resolvemos fazer diferente: em vez de correr atrás só dos hotspots que todo mundo já conhece, decidimos olhar também para os arredores. E foi a melhor decisão que tomamos.
Visitamos Paris, Barcelona, Londres, Roma, Lisboa e Amsterdam, cidades que já habitam o sonho de qualquer viajante. Mas, em cada uma delas, demos um passo para o lado. Trocamos um pouco da agitação urbana por vilarejos, jardins e praias que ficam ali, pertinho, esperando para serem descobertos. E não é que valeu a pena?
Compartilhamos aqui cada um desses achados, na ordem em que fomos vivendo essa viagem.
PARIS → GIVERNY
Paris sempre será Paris. Caminhamos pelos Champs-Élysées em meio à multidão, sentimos a energia do Jardim de Luxemburgo lotado de gente aproveitando o dia, e tudo isso tem seu encanto. Mas quando decidimos sair da capital por um dia, encontramos em Giverny um outro tipo de beleza.
A menos de duas horas de trem (ou 40 minutos de ônibus) de Paris, chegamos a um vilarejo que parece ter parado no tempo. Os jardins de Monet nos receberam com aquele silêncio quase sagrado, lagos cobertos de nenúfares, pontes japonesas, cores que pareciam ter saído direto das telas do próprio pintor. Caminhamos devagar pela vila normanda, sem pressa nenhuma, e sentimos exatamente o que buscávamos: leveza.
FICA A DICA: se você for a Paris, separe um dia inteiro para Giverny. É o tipo de passeio que rende poucas fotos de “turista” e muitas lembranças de verdade.
BARCELONA → TOSSA DE MAR
Em Barcelona, claro, paramos na Casa Batlló e enfrentamos a multidão do Mercado La Boqueria, impossível não se render aos clássicos de Gaudí. Mas foi ao sair da cidade, rumo à Costa Brava, que encontramos um dos momentos mais bonitos da viagem.
Tossa de Mar nos surpreendeu com uma muralha medieval erguida bem à beira-mar, águas cristalinas e uma vibe de vilarejo de pescadores que contrasta completamente com o ritmo acelerado da capital catalã. Um centro histórico inacreditável, praias mais tranquilas e aquele clima de descanso que todo mundo procura em viagem e nem sempre encontra.
FICA A DICA: reserve pelo menos meio dia em Tossa de Mar. As águas cristalinas pedem tempo e um mergulho.
LONDRES → PARQUE ST JAMES
Londres pulsa em cada esquina, Covent Garden e Notting Hill provam isso, com suas ruas sempre cheias de vida. Mas, no meio de tanta agitação, encontramos no Parque St James um refúgio que redefiniu o ritmo da nossa viagem.
Situado no coração de Westminster, próximo a marcos como o Buckingham Palace, o parque nos convidou a simplesmente desacelerar. Caminhamos ao redor do lago sereno, sem roteiro, sem pressa, só nós e aquele verde no meio da cidade. O Hyde Park também entra na lista como uma ótima opção para quem busca essa mesma pausa.
FICA A DICA: ao invés de tentar ver Londres inteira de uma vez, reserve uma manhã para simplesmente passear por um parque. Às vezes o verdadeiro luxo é não fazer nada.
ROMA → VILLA DORIA PAMPHILJ E FÓRUM ROMANO
Roma é história em cada pedra, e isso vivemos intensamente na Piazza di Spagna, cercada por gente do mundo inteiro. Mas dentro da própria cidade, encontramos dois refúgios que nos mostraram uma Roma mais silenciosa.
A Villa Doria Pamphilj é o maior parque público da cidade, jardins, bosques, fontes e uma história que passa quase despercebida em meio à fama de outros pontos turísticos. Já o Fórum Romano e a Colina Palatina nos levaram ao coração da antiguidade: ruínas com séculos de história que resultam em uma experiência muito mais contemplativa do que o burburinho dos arredores turísticos.
FICA A DICA: se Roma te parece corrida demais, comece o dia pela Villa Doria Pamphilj. É o contraponto perfeito antes de mergulhar na história do Fórum Romano.
LISBOA → SINTRA
Lisboa nos recebeu com seus elétricos, tuk-tuks coloridos e aquela luz que só a cidade tem. Mas foi em Sintra que encontramos o capítulo mais mágico dessa viagem por Portugal.
A menos de 40 minutos de trem da capital, Sintra parece ter saído de um conto de fadas. O Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira nos deixaram sem palavras, jardins encantadores, natureza em meio à serra, uma atmosfera quase mística que contrasta completamente com a vibração de Lisboa. Foi ali, cercados por essa paisagem, que vivemos um dos momentos mais especiais da viagem.
FICA A DICA: Sintra pede um dia inteiro. Vá cedo, evite o meio da tarde e deixe o palácio da Pena para o fim, com a luz mais suave.
AMSTERDAM → ZAANDAM
Amsterdam tem seu charme inconfundível, e o Red Light District mostra bem essa energia única da cidade. Mas foi em Zaandam que encontramos a Holanda que a gente imagina desde criança.
A menos de 15 minutos de trem da capital, a região da Zaan nos apresentou moinhos de vento gigantes e casas históricas emolduradas por um céu incrivelmente azul. Experimentamos a cultura local de um jeito bem mais tranquilo, com muito menos turistas, um refúgio perfeito para relaxar sem se afastar bastante da cidade.
FICA A DICA: Zaanse Schans é imperdível para quem quer aquela foto clássica com os moinhos. Vá pela manhã para aproveitar a luz e evitar as excursões em massa.
MYKONOS → SUPER PARADISE BEACH
E fechamos essa jornada nas ilhas gregas. Conhecemos a badalação da Scorpios Mykonos Beach, com suas festas ao entardecer entre coqueiros e uma energia contagiante. Mas foi na Super Paradise Beach que encontramos o equilíbrio perfeito.
Em contraste com beach clubs lotados, música alta ininterrupta, filas para entrar e reservas de espreguiçadeiras caras, a Super Paradise Beach, embora também seja famosa por seu ambiente animado, nos ofereceu uma combinação única: águas cristalinas, atmosfera cosmopolita e serviço de alto nível. Um público mais diversificado, festas mais elaboradas e uma estrutura que vai do dia tranquilo à agitação da noite, no nosso próprio ritmo.
FICA A DICA: chegue durante o dia para aproveitar as águas cristalinas com calma, e deixe a agitação para quando o sol começar a se pôr.
O que fica dessa viagem
Se tem uma coisa que aprendemos nesses meses pela Europa, é que vale muito a pena se basear nas grandes cidades, elas têm seu valor, sua magia, sua energia única, mas sempre reservar um tempo para o endereço vizinho. É ali, muitas vezes, que a cultura local se revela de forma mais autêntica.
Uma Nova Europa está esperando por quem topar sair um pouco do óbvio.